A Melhor Francesinha do Mundo

A Francesinha é um dos 4 pratos típicos da cidade do Porto

Da cidade do Porto emergiram muitas das receitas tradicionais mais conhecidas do país. Entre as criações de cozinha mais recentes, a Francesinha é a iguaria mais famosa, vivendo nestes últimos anos um enorme surto de popularidade.
A marca “A Melhor Francesinha do Mundo”, uma iniciativa do restaurante Lado B, vem agora sancionar a representatividade deste prato, não só a nível local mas também a nível nacional e internacional, conforme é manifestado na sua declaração de responsabilidade.

Francesinha

Francesinha do Lado B

Se durante muitos anos tudo o que tinha a ver com a origem e a confecção da Francesinha se manteve em anonimato e grande segredo, actualmente a receita está bastante divulgada e parece ser consensual atribuir os créditos da sua criação a Daniel David Silva, empregado do Restaurante A Regaleira, no Porto, na década de 1950. Emigrante em França e na Bélgica, uns anos antes, na área da restauração, familiarizou-se com a gastronomia local e em particular com a célebre croque-monsieur, muito popular entre os gauleses. Segundo alguns relatos da época, terá sido a tosta francesa que serviu de inspiração para a criação da nossa Francesinha. Daí o seu nome.
Ao que se diz, a receita inicial, para além do molho, estava muito perto do modelo francês e só mais tarde tomou a sua forma definitiva. Hoje em dia, dá-se como adquirido que a Francesinha, para ser tida como tradicional, leva os seguintes ingredientes: pão de forma, bife ou carne assada, linguiça, salsicha fresca, fiambre e queijo. Tudo regado com o célebre molho de francesinha que é o que mais varia de casa para casa. A inclusão de ovo estrelado ou de batata frita é, normalmente, uma opção do consumidor.

Tripas à Moda do Porto

Tripas à Moda do Porto

Para além da Francesinha, no Porto há um especial motivo de orgulho na afirmação de mais três criações: Bacalhau à Gomes de Sá, Caldo Verde e Tripas à Moda do Porto.
Este último, o prato típico por excelência da cidade, apesar de ter uma receita histórica que remonta ao período dos Descobrimentos portugueses, ainda pode ser saboreado em muitos dos restaurantes da Invicta.
Conta a voz popular que o Infante D. Henrique, precisando de abastecer as naus da expedição militar comandada pelo Rei D. João I, para a tomada de Ceuta de 1415, pediu aos habitantes da cidade do Porto todo o género de alimentos. Respondendo com zelo e prontidão, todas as carnes que havia na cidade foram limpas, salgadas e acamadas nas embarcações, ficando a população reduzida às miudezas, das quais sobressaiam as tripas. Foi maioritariamente com elas que os portuenses deram largas à sua criatividade e desenrascaram alternativas alimentares, como a que deu origem às Tripas à Moda do Porto. Este prato, na altura entendido como um sacrifício, acabaria por se perpetuar até aos nossos dias e tornar-se no elemento gastronómico mais característico e identitário da cidade. Foi também a partir dele que se criou a alcunha de “tripeiros”, qualificação indelével de todo o portuense que se preze.

Bacalhau à Gomes de Sá

Bacalhau à Gomes de Sá

O Bacalhau à Gomes de Sá, se bem que popular em todo o país, é outro prato típico nascido no Porto, em finais do Séc. XIX. Acontece, por vezes, algumas receitas serem tão personalizadas que acabam por receber o nome dos seus criadores. É o caso deste preparado de bacalhau, da autoria de José Luís Gomes de Sá, na época cozinheiro do Restaurante Lisbonense, no Porto, cidade onde sempre viveu e onde viria a falecer em 1926.
Segundo se diz, a receita terá sido criada com os mesmos ingredientes com que semanalmente fazia os Bolinhos de Bacalhau para delícia dos amigos. Com efeito, à excepção do leite, os ingredientes são os mesmos, só que a receita é bem mais elaborada, exigindo uma confecção cuidada e um esmerado requinte.

Caldo Verde

Caldo Verde

O mais singelo dos pratos oriundos da Invicta é, em simultâneo, o mais famoso e popular a nível nacional: o Caldo Verde. Estranhamente, sabe-se muito pouco das suas origens, se bem que tenha estado sempre presente nas ementas de todas as famílias do Porto e da região minhota. Devido à sua simplicidade e leveza, come-se sempre no início da refeição ou numa ceia tardia.
De Eça de Queiroz a Camilo Castelo Branco, passando por Ramalho Ortigão, Correia de Oliveira e até mesmo Fernando Pessoa, não faltou quem tivesse dedicado alguma prosa a este saboroso caldo que junta o sabor da batata com a couve-galega, numa mistura única, acompanhada de uma rodela de chouriço e regada com um fio de azeite (não esquecendo a broa de milho, também originária da região do Douro Litoral). Nunca, porém, o Caldo Verde foi imortalizado de forma tão feliz, como nas palavras inspiradas do poeta Arnaldo Ferreira na voz de Amália em “Uma Casa Portuguesa”:
(…)
Basta pouco, poucochinho
P’ra alegrar uma existência singela…
É só amor, pão e vinho
E um caldo verde, verdinho
A fumegar na tigela.

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